Conceções Precoces Sobre a Leitura e a Escrita turma A1
Apresentação
Inúmeros estudos têm revelado que ao iniciar o ensino formal, a criança já transporta consigo um manancial de conhecimentos, competências e conceções sobre a leitura e escrita. Aprendemos espontaneamente muitas e importantes coisas acerca do mundo e da vida, em convívio com os que nos são mais próximos e nos contextos de vida quotidiana. A competência da escrita, porém, apenas se aprende apoiada na intencionalidade e pelo saber de quem ensina na Escola. É esta a instituição da escrita. Acontece, porém, que se continuam a revelar níveis preocupantes de insucesso no domínio da linguagem escrita como provam os estudos para apuramento dos níveis de literacia. Parece evidente a necessidade de conjugar esforços para intervir e melhorar o ensino e a aprendizagem da linguagem escrita nos jardins de infância e nos primeiros anos de educação básica. Numa perspetiva crítica, o papel da escola tem-se preocupado apenas com o aspeto técnico (gráfico) ignorando que por detrás das letras há uma linguagem escrita (Vigotsky, 1988), Teberosky em Aprendiendo a Escribir (1992) partem precisamente da distinção entre o domínio da notação gráfica a que chamam escritura e o domínio da produção de textos, a que chamam linguagem escrita. Isso permite-lhes considerar que as crianças, antes de aprenderem a ler e a escrever na escola e, porque já têm muitos conhecimentos sociais sobre a linguagem escrita, são Letradas, antes de serem Alfabetizadas.
Destinatários
Professores dos Grupos 100 e 110
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 100 e 110. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 100 e 110.
Objetivos
a) Conhecer e sensibilizar educadores e professores para as representações das crianças acerca da linguagem escrita, antes de saber ler e escrever; b) Conceções precoces sobre a linguagem escrita; c) Relação entre a linguagem oral e escrita; d) Sistema alfabético de escrita; e) Contextos, estratégias e atividades potencializadoras da aprendizagem da linguagem escrita; f) Aprendizagem significativa e funcional da linguagem escrita; g) Reconhecer as competências fonológicas básicas necessárias à aprendizagem da leitura e escrita; h) Diferentes metodologias para o ensino da leitura e escrita; i) O ensino da leitura e da escrita: fundamentos psicopedagógicos.
Conteúdos
a) As representações que as crianças têm acerca da leitura e escrita; b)Conceções precoces sobre a leitura e a escrita; c) As componentes da oralidade e da escrita; especificidades e interação; d)Características , opacidade e complexidade do sistema alfabético de escrita; e) Ler e escrever no sistema alfabético português; d) Atividades, contextos e dinâmicas promotoras da aprendizagem da escrita; e)A importância da consciência fonológica na aprendizagem da leitura e escrita; f)Métodos e técnicas para aprender a ler e escrever e suas implicações.
Metodologias
A ação desenvolver-se-á em modalidade de e-learning, com 25 horas síncronas e assíncronas à distância, usando a plataforma da escola ou do centro de formação e ferramentas de videoconferência. As atividades físicas serão implementadas individualmente, no contexto de sala de aula e serão, posteriormente, objeto de discussão, partilha e reflexão conjunta. Serão aplicadas as várias ferramentas e estratégias digitais para visionar, aferir qualidade e quantificar os resultados obtidos por cada um. Será criada uma plataforma digital_PADLET_ onde constarão todos os documentos, fundamentação teórica e propostas de trabalho e onde os formandos publicarão as suas produções. Desta forma, ágil, prática e intuitiva, todos os envolvidos terão acesso a todas as produções decorrentes da formação.
Avaliação
Para que o trabalho possa ser avaliado, os/as formandos/as terão de cumprir, como assiduidade, um mínimo de dois terços do tempo previsto para as sessões presenciais, não sendo, no entanto, considerada como parâmetro da avaliação. Os formandos terão de corresponder às propostas de trabalho emanadas e apresentar um trabalho individual final, sob forma escrita, com respetiva apresentação presencial. Destes trabalhos resultará uma avaliação que será ponderada com a avaliação regular realizada ao longo das sessões e resultante dos parâmetros avaliativos: participação, intervenção, interesse: (70% trabalho final +30% avaliação regular). Nos termos dos números 5 e 6 do artigo 4.º do mesmo Despacho, a avaliação a atribuir aos/às formandos/as será expressa numa classificação quantitativa na escala de 1 a 10 valores, tendo como referente as seguintes menções: - Excelente de 9 a 10 valores; 9 - Muito Bom de 8 a 8,9 valores; - Bom de 6,5 a 7,9 valores; - Regular de 5 a 6,4 valores; - Insuficiente de 1 a 4,9 valores. Fundamentação da adequação dos formadores propostos.
Bibliografia
Rodrigues, S.V. (2011). O ensino da escrita como projeto Interdisciplinar. In Isabel Margarida Duarte& Olívia Figueiredo (org.) , Português, Língua em Ensino. Porto: Reitoria da Universidade do Porto. Pp.107-120. ISBN 978-989-8265-72-2Roldão, M.C. (2009). Estratégia de ensino. O saber e o agir do professor, Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel de LeãoUnesco-bie. (2016). Glossário de terminologia curricular. Traduzido do inglês por Rita Brossard a partir do documento original Glossary of Currículum Terminology. Disponível em http://www.ibe.unesco. Org/sites/default/files/ressources/ibe-glossary currículum_por.pdfBATISTA, Antônio Augusto Gomes. (2012). Alfabetização, leitura e ensino de Português: desafios e perspectivas curriculares. Revista Contemporânea de Educação - Faculdade de Educação v. 6, n. 12, 2011. Disponível em: http://www.revistacontemporanea.fe.ufrj.br/index.php/contemporanea/articl e/view/1400 Acesso em jul, 2012.Carvalho, Anabela da Cruz, (2023). A Aprendizagem da Leitura, processos cognitivos-avaliação e intervenção