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Do Brincar ao Projeto Curricular de Grupo: Organização Documental, Espacial e Comunitária em EPE turma 1

Apresentação

A continuidade da reflexão sobre o ciclo "Planear-Avaliar" exige uma descida à prática quotidiana através da construção identitária do Projeto Curricular de Grupo (PCG). As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) reafirmam o Brincar como o contexto primordial de aprendizagem. Contudo, persiste a dificuldade em articular a espontaneidade do jogo livre com a estrutura formal do documento do PCG, a gestão do tempo e a organização dos espaços. Esta oficina justifica-se pela necessidade de capacitar os educadores para desenharem um PCG dinâmico, onde a intencionalidade educativa assente na observação direta das crianças. Procura-se ir além da visão do brincar como mera transição, integrando-o como eixo estruturante na gestão do tempo diário e no desenho do espaço (o ambiente como terceiro educador). Alinhada com as metas do PASEO e do Plano Nacional das Artes (criatividade e ludicidade), esta formação dota os docentes de estratégias para mapear a intencionalidade do brincar no PCG, convertendo o envolvimento das famílias e dos parceiros comunitários em pilares de uma documentação pedagógica transparente e participada.

Destinatários

Educadores de Infância (Grupo de Recrutamento 100)

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores de Infância (Grupo de Recrutamento 100). Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores de Infância (Grupo de Recrutamento 100). 

Objetivos

Fundamentar a centralidade do brincar nas OCEPE como motor do desenvolvimento curricular e da diferenciação pedagógica. 1. Estruturar o Projeto Curricular de Grupo (PCG) enquanto documento dinâmico, integrando a gestão do espaço, do tempo e das rotinas. 2. Desenvolver ferramentas de observação e registo do brincar livre e guiado para alimentar o diagnóstico e a avaliação formativa no PCG. 3. Desenhar layouts espaciais inclusivos e selecionar materiais abertos ("loose parts") que promovam a autonomia e a agência infantil. 4. Criar estratégias de documentação pedagógica que promovam a comunicação, o envolvimento das famílias e a parceria com a comunidade.

Conteúdos

Módulo 1 - O Brincar como Matriz Curricular (6 horas online): O Brincar nas OCEPE: pressupostos teóricos, éticos e o direito à infância. O jogo simbólico e de regras na construção de significados: mapeamento de competências transversais. A observação do brincar como ponto de partida para a caracterização do grupo. Módulo 2 - O Espaço e o Tempo: Arquitetura da Sala (5 horas presenciais): Oficina de Análise de Espaços: O ambiente como "terceiro educador" (áreas de interesse e cantos dinâmicos). A gestão do tempo e o equilíbrio das rotinas diárias: tempo para brincar, tempo para partilhar. Seleção e curadoria de materiais abertos ("loose parts") e o seu impacto nas áreas de conteúdo. Módulo 3 - Comunicação, Famílias e Parcerias (4 horas presenciais): Oficina Prática de Documentação: Estratégias de registo (diários de bordo, notas e fotografia pedagógica). O PCG aberto à comunidade: metodologias para envolver famílias e parceiros locais. Tornar visível a aprendizagem: painéis de processo e portefólios. Módulo 4 - Redação, Reflexão e Sistematização (10 horas online): Escrita pedagógica: Como definir metas curriculares flexíveis a partir das investigações emergentes. Monitorização e reestruturação do PCG: o papel do educador entre a intervenção e a observação. Seminário final de apresentação e análise crítica das secções do PCG desenvolvidas pelos formandos.

Metodologias

Presencial: A oficina privilegia a metodologia de investigação-ação e a prática reflexiva. Nas sessões presenciais (9 horas), adota-se um pendor oficinal, focado na análise de layouts de salas de atividades, manipulação de materiais lúdicos e construção cooperativa de painéis de documentação pedagógica. As sessões online síncronas (16 horas) articulam a fundamentação teórica com momentos de mentoria e tutoria para a escrita e estruturação do documento do PCG. Trabalho autónomo: No trabalho autónomo, os formandos são desafiados a aplicar as ferramentas de observação e a reorganizar um elemento da sua prática (seja o espaço, a rotina temporal ou a relação com as famílias), transpondo essa evidência e reflexão diretamente para a redação ou reestruturação de uma secção do seu Projeto Curricular de Grupo, a partilhar no seminário final.

Avaliação

A avaliação dos formandos rege-se pelos regulamentos do CCFCP e pela legislação em vigor para a formação contínua de professores (Decreto-Lei n.º 22/2014). Condição de Assiduidade: Frequência mínima obrigatória de 2/3 das horas totais da ação (mínimo de 17 horas de presença efetiva). Critérios de Avaliação (Escala Quantitativa de 1 a 10 valores): - Participação nas Sessões (40%): - Envolvimento nas dinâmicas práticas, pertinência das intervenções e realização das tarefas em oficina. Trabalho Final (60%); - Elaboração, entrega e partilha do trabalho final individual e proposta de intervenção fundamentada no respetivo contexto profissional.

Modelo

Questionário de Avaliação da Satisfação aplicado aos formandos no final da Ação, Relatório do(a) formador(a) e do CFAECAN.

Bibliografia

Lopes da Silva, I., Marques, L., Mata, L., & Rosa, M. (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação/DGE. Oliveira-Formosinho, J. (Org.). (2016). O Brincar e a Aprendizagem. Porto: Porto Editora. Portugal. G., & Laevers, F. (2010). Avaliação em Educação Pré-Escolar: O Sistema de Monitorização do Bem-Estar e do Envolvimento. Porto: Porto Editora. Portugal. Ministério da Educação. (2021), Planear e Avaliar na Educação Pré-Escolar: Contributos para a Reflexão Prática. Lisboa: Direção-Geral da Educação (DGE). Zabalza, M. A. (2019). Qualidade na Educação Infantil. Porto Alegre: Penso Editora.

Anexo(s)

Formador

Henrique Filipe Henriques dos Santos

Início: 8 de Janeiro de 2027
Fim: 15 de Abril de 2027
Acreditação: CCPFC/ACC-142313/26
Modalidade: Oficina
Pessoal: Docente
Regime: b-learning
Duração: 50 h
Local: Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça/ Plataforma ZOOM